Síndrome Cardiomiopática em Salmão Atlântico (CMS) – Histopatologia

Figura 2. CMS em ventrículo de Salmão Atlântico. Observe a severa miocardite na camada esponjosa. A camada compacta (à esquerda), em grande parte não se vê afetada.

A Síndrome Cardiomiopática (CMS) é uma doença cardíaca severa que afeta o Salmão Atlântico caracterizada por períodos prolongados de mortalidade geralmente baixa. A doença foi reconhecida pela primeira vez na Noruega em 1985 em um Salmão Atlântico de cultivo e, posteriormente nas Ilhas Faroé, Escócia e Irlanda.  CMS é uma doença transmissível que tem sido causalmente associada ao Piscine Myocarditis Virus (PMCV), estreitamente relacionado com a família Totiviridae. CMS geralmente causa mortalidade em peixes adultos ou maduros após 12 a 18 meses pós transferência ao...

Doença bacteriana das brânquias (BGD) – Descobertas Macroscópicas

Figura 1. Carpa dourada de cultivo intensivo, com BGD subaguda/crônica. Observe as áreas pálidas de hiperplasia e fusão nas brânquias (flecha). Ainda que os salmonídeos sejam os mais afetados, outras espécies também são suscetíveis.

A Doença Bacteriana das Brânquias (BGD – Bacterial gill disease) afeta várias espécies de peixes, entretanto, é de grande relevância no cultivo intensivo de salmões, sendo em algumas partes do mundo a patologia mais comum, principalmente em alevinos e juvenis. BGD se caracteriza por índices explosivos de morbidez e mortalidades atribuíveis à colonização de bactérias na superfície branquial. Apesar dos sinais clínicos significativos e alta mortalidade, as mudanças patológicas são surpreendentemente baixas e muito difícil de encontrar em quadros agudos.  Somente quando os peixes sobrevivem...

Lesões de medusas em peixes – Histopatologia

Figura 5. Phialella quadrata fixada às espinhas branquiais de um Salmão atlântico. Observe a necrose epitelial, perda da membrana basal, e hemorragia dérmica subjacente. Uma observação detalhada da interface entre a medusa e o epitélio branquial mostra as extensões como tubos que se estendem para baixo alcançando o epitélio-nematocistos?

As interações negativas entre medusas e peixes parece ser um problema crescente na aquicultura. Isto se deve em grande parte ao aumento no número de medusas devido ao aquecimento global, diminuição do número de predadores e intensificação das operações de aquicultura em muitas áreas costeiras ao redor do mundo. A maioria dos problemas relatados aconteceram em cultivos marinhos de salmonídeos no noroeste da Europa. Entretanto, outras operações aquícolas da Ásia, América do Norte e Austrália também foram afetadas. As medusas envolvidas são principalmente cnidárias, ou...

Dilatação gástrica & Aerossaculite ou “Bloat” em salmonídeos – Descobertas Macroscópicas

Salmão chinook com “Bloat”. Observe a severa distensão abdominal.

Bloat é uma condição não infecciosa dos salmonídeos caracterizada por uma distensão anormal do abdômen devido a um estômago dilatado cheio de líquido. A parede do estômago é observada fina e flácida. Ocasionalmente a bexiga natatória também se encontra afetada. Esta condição tem sido observada em salmonídeos criados em água salgada e alimentados com rações peletizadas de farinha de peixe. Ainda que se tenha encontrado informações ocasionalmente no Salmão atlântico (Salmo salar L.), os membros do gênero Oncorhynchus são mais suscetíveis, como Truta Arco-íris (O....

Doença Proliferativa do Rim em Salmonídeos (PKD) – Descobertas Macroscópicas

Truta Arco-Íris com PKD. Se observa uma marcada hiperplasia do interstício com o rim dentro de um cordão bulboso (“bulbous ridge”). A vermelhidão é o resultado de uma infecção secundária por Yersinia.

A doença proliferativa do rim (Proliferative Kidney Disease – PKD) é uma patologia endoparasitária dos salmonídeos causada por Tetracapsuloides bryosalmonae (Myxozoa: Malacosporea). É uma doença intersticial crônica, causada pela fase extra esporogônica, mas intracelular do parasita, que provoca uma severa resposta inflamatória no hospedeiro. A severidade da lesão está relacionada com a temperatura da água, sendo os 15°C considerados como ponto de corte: abaixo desta temperatura os sinais clínicos e as lesões são mínimas. Entretanto, acima desta temperatura, as lesões podem ser severas e com...

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